segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Raro encontro

Da sua casa até a minha, o desenho que imaginava na mente era da dança. Uma dança delicada e segura. Eu ia me distanciando pelas ruas e você deslizando os pés em minha direção. Girava e girava, sobretudo, sorria. Quando, enfim, cheguei ao destino, comecei a construir um encontro e esboçava um diálogo que findava em "eu te amo". Sentei à frente da mesa, e, com seu recado aberto, percorri meus olhos surpresos através de seu texto e senti um calafrio que subira minhas pernas e transformara-se em raro encanto. Com tal artifício, refiz-me. De volta à realidade, o banco ao lado já se encontrava vazio. A minha mão segurava a foto.