segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Poema ao pôr do sol

o sol agoniza suas últimas luzes
enquanto o breu se aproxima
nada muda até que o dia termina
no varal as cuecas
no vazio a rotina
busão da madrugada me busca do além
me traz de volta pra casa
sento no colo do espaço
desamarro os cadarços
dou um trago
viajo
até que a noite termina
com o sol no encalço


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

"Tétrico", diria Neusa

eu espero a morte
como um menino toca a bola
na rua

eu espero a morte
como uma banda
sem sorte

eu espero a morte
feito bicho solto
no breu

eu anseio o fim
qual um mendigo
do sim