Sinto falta daquilo que me foi imposto pelo destino,
Sinto pena da minha vida, sem que nada fosse previsto.
E não morro de desgosto por pensar em nada,
Morro de ciência da procedência dessas águas.
Quando fujo do caminho onde voam seres sem destino,
Denovo toca denso aqueles sons nos meus sentidos.
Os mesmos sons, os mesmos sinos, badalam sem piedade,
Ressurge então a mágoa, a tristeza da verdade.
Recai os cantos e voos hirundinos,
Nesta primaveril tarde de dores e pensamentos contínuos.
Yuri Martinez
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