quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Abordagem!

O quê?! falou comigo?!
Ah, é de amor que queres prosear?!

Pois dele não sei muito bem, sei que parece...

Quando no verão, um rock bem solto, punk conformado (ora até sorridente),
cheio de gracinhas, palhetas e danças. Faz calor e vale à pena suar.

Quando no outono, tende a ser técnico. O jazz aparece na cena, cheio de parafernálias
engomadinhas e metálicas. O último cair da folha sugere um trabalho árduo para que se recomecem os trabalhos de reposição floral.

Chega então o impenetrável inverno, trazendo todas as melancolias do blues. Um canto rouco, produto do frio engolido à seco, pede um por um copo de conhaque na esperança de que o aqueça a garganta.

A primavera, senhora dos consolos, espalha suas asas sobre nós, filhotes prematuros do bom e velho rock and roll. mostra-nos as sábias melodias do folk, ensinando-nos alguns acordes básicos. Uma preparação para mais um verão de ilusões e um ano repleto de revoluções músico-temporais.

Desculpe, meu caro, se não me compreendes. É que os jardins já florescem, e preciso andar a aprender mais desses sons que estão a produzir as flores.


*Imagem: Renoir - Les roses et jasmin dans le vase de Delft.

Um comentário:

  1. e a tão esperada primavera chegou.
    só não quero as ilusões que disse aí.

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