sábado, 24 de julho de 2010

Flor Viva


Uma menina que veio, seguindo o desenho traçado, 
encontrou-me na esquina da despretensão
e, ali, nos meus braços, ficou.

A semente vingou,
deu época, deu razão, deu fruto.

O Sol explodia em motivos para luzir o que
era naturalmente belo. E é belo.
Como qualquer coisa que floresce da natureza.

Eu sei que o tempo é um soluço e, a cada soluço, 
a gente encaixa um jeito de dar alguns goles.
Uma vez que a fonte é infindável, 
água é fonte de vida e rega a nossa razão.

Talvez o mundo não saiba, talvez não precise saber...
Mas aquela semente semeou o que de mais necessário
este ser humano buscava, a flor viva que nasce e morre
no meu peito. 

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