segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Seu verão meu

Sonhei lá do alto da pedra
Entre duas arestas me pus a deitar
Sob um céu descoberto
Eu me envolvia na rede
Do seu cantar

Balançava dentro da noite
Com mantra de Gil tentava ninar
Mergulhei no desejo
De súbito beijo
Talvez acordar

Meus olhos desertos
Acharam água no leito do seu marejar
Imersos na lucidez,
Petiz e Maçã
Sabiam chorar

Corei os ombros
Colados aos seus sob o sol a dourar
Pele que queima,
Raro verão:
Pontagrossense do meu Paraná

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