quinta-feira, 14 de junho de 2012

A dor

A dor andará lado a lado comigo
Dia após dia
Vento por vento
Sol, Lua, teto

Essa dor vai ficar
Como um risco na árvore
A estrela de Pólux a inclinar para a
Constelação de Câncer

Uma dor devagar
Onda que salga
Frio que desidrata
Amarelar das páginas

Essa dor vai pulsar
Sangrando em ardor
Cheiro de cravo
Canela que falta

A dor permanecerá
Sofrimento oscilante
Lágrima eterna
Amor verdadeiro

Um comentário:

  1. “Vou sentir falta dessa nossa parceria”

    Abro a agenda em vão, pois não vou cumprir o que programei para hoje. Chove sem parar há pelo menos 12 horas. Sinto-me suja e não sei como purificar-me. Enquanto não aprendo a me livrar dos males internos, limpo o quarto em uma tentativa desesperada de organizar a vida, ao menos externamente. Aqui dentro tudo é mais difícil. Seria absurdamente prático se pudéssemos simplesmente varrer a sujeira do coração; lustrá-lo com carinho. O quarto está impecável, mas minha angústia anseia por ordem e purificação. Um banho quente amolece os músculos, mas não alivia o peso do sentimento, a turbulência do pensamento.
    Os pensamentos como a chuva e os sentimentos como o vento são responsáveis pela tempestade em mim. Esse ‘só sei não saber’ me mutila; faz-me frágil. Dificulta o viver, a vivência, a vivacidade, a vida.
    É fácil confundir amor com carência quando se está triste. Não sei se sinto falta de você, ou simplesmente de alguém. E não sei como saber. Uma única certeza martela meu peito: sentirei falta da nossa parceria.

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