quarta-feira, 28 de abril de 2010
Não há ninguém por perto. Cada vez que encontro a cama meu peso aumenta sobre as vigas. Cada noite é um peso maior. Cada noite é um delírio. Tudo farsa. É um vício. Vícios são indiscutíveis e arrasadores. São turbilhões que não têm cheiro, cor, muito menos gosto. Invado discussões querendo ganhar algum crédito. Visto minha farda e dou disparos. Sem licença nem pudor. Tinha um por quê em querer explorar o campo. Fazia parte do instinto conhecer o terreno. Agora é área miserável. E sou indigno. Não me disponho. Perdi a sensação. Eu finjo conhecer todos os medos e sou péssimo ator. Talvez eu os tenha todos. E resolvi não exergá-los. É uma opção incontestável e maldita. Não é castigo nem punição. É merecimento. Quando se prejudica o próprio corpo, o ambiente é todo contaminado. Por isso, não há ninguém por perto.
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garoto revoltado!
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