quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Da Terra, do que resta, do que ainda faz Djavan.

Viajando por esta terra atrás do que dela ainda resiste, encontrei cachoeiras, córregos, rios que ainda choram beleza tamanha que o conhecimento humano já se desgasta em tentar descrever. Os índios não sobreviveram à ação da espécie humana deturpada, o que pode a natureza fazer a não ser buscar o próprio equilíbrio? Os desastres são berros de um recém-nascido que falta o leite a mamar. E a mãe que foi morta por homicidas vulgares. Os mesmos que há séculos matam mães a troco de miséria. Miséria que alimenta o mesmo miserável espírito. O dia em que pedirão por redenção ainda demora a chegar. Enquanto isso, veio a calhar o Capim de Djavan que ouvi há pouco na Rádio UEL.


Capim do Vale Vara de goiabeira na beira do rio paro para me benzer
Mãe d'Água sai um pouquinho desse seu leito ninho que eu tenho um carinho para lhe fazer

Pinheiros do Paraná que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará Pitombeiras da Borborema a Ema gemeu no tronco do Juremá

Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor?
Plantei um pé de fuló, deu capim 


Um comentário:

  1. "...Os mesmos que há séculos matam mães a troco de miséria. Miséria que alimenta o mesmo miseravel espirito". Lamento por esse miserável e lhe estendo as mãos, nao em realidade, mas num ato sagrado de oração, pois sua passagem é breve.

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