Rodopiando no sereno da Canção de suas Cidades
eu tomara a água azul:
veneno doce que alegra a alma
no balcão de madeira eu retornava em brasa
abastecendo soluços e regressando em vulto
eu furava o público e amealhava psicodelias
nos suspiros finais da noite
fitei olhos azuis, da cor daquela água
pousei minha mão na tua
a trafegar pelos dedos de neve
aqueci meu peito na tua respiração
com o som ainda vivo
sorvi o teu desejo
quando a madrugada esmaecera,
deixando o sol vazar as folhas
o destino era outro
sob novo rock and roll.
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